quarta-feira, abril 09, 2008



Ela olha muitas vezes para o relógio e ocasionalmente para o telefone também.
Ela até queria que o telefone tocasse. A muito tempo que ela não desejava que o telefone tocasse, mas naquele dia era diferente, ela esperava que o telefone tocasse e se ele não ligasse ela iria ficar se perguntando porque não tocou, já que todos ligam, uns mais outros menos, mas sempre ligam.
Ela queria que ele ligasse. Ela queria olhar no identificador e ver aquele nome, aquele número...
O telefone dela sempre toca, muitas ligações, alguns convites, as vezes é um João, um Antônio, um Marcus, um Gustavo, não importa, ela quer ver aquele nome, aquele nome que não lhe sai da cabeça, aquele nome que ela esqueceu quando ele falou pela primeira vez e meio sem jeito disse:
- Acho que você não me disse seu nome...
E ele respondeu:
- Eu disse sim, mas tudo bem, eu também esqueci o seu...
- Sabe o que é, não sou boa pra guardar nomes assim.
- Eu também não sou.

As coisas que eles tinham em comum iam muito além do fato de ambos não conseguirem decorar nomes com facilidade. As afinidades foram aparecendo, de uma forma rápida e sem dúvida incomum. Dois estranhos, que pareciam velhos conhecidos. Um encontro no mínimo inusitado...

E quando menos ela esperava... o telefone tocou...
A trilha sonora... Do seu lado, Jota Quest

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