segunda-feira, outubro 06, 2008

O MUNDO É MESMO ASSIM, TÃO COMPLICADO....

O mundo é assim, tão complicado...
Porque temos tanto medo de admitir quando um amor acaba?
Porque sofremos tanto quando descobrimos que talvez o que nós sentiamos nem era tão forte assim? Porque tanta hipocrisia?
Porque tanto receio em assumir isso?
A vida é assim, um dia a gente acorda e as coisas simplesmente mudaram.
O passado fico para trás, é preciso superar isso, colocar um ponto final na história e seguir. E se para um dos dois não foi bom, paciência, o que podemos fazer? É certo se culpar? É certo se achar culpado por não conseguir mais fazer o outro feliz? Mas e a nossa felicidade onde fica? Você só poderá fazer alguém feliz, se você mesmo for verdadeiramente feliz.
Muitas vezes estamos cientes de tudo isso, mas não é nada fácil. Se torna mais difícil ainda quando o amor termina só de um lado. O amor quase sempre nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, na maioria das vezes um membro do casal identifica o fim primeiro. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre em si próprio e no outro. No entanto, quando olhamos para a outra pessoa e não conseguimos mais imaginar como será estar ao seu lado daqui a 20 anos, acredite para algumas pessoas isso é um indício muito claro de que acabou. É preciso assumir... E de que adiantaria viver de aparências? Quanto mais tempo mais difícil parece ser o rompimento.
Vale a penas manter algo forçadamente, por pena ou simplesmente por falta de coragem? Eu confesso que já pensei em fazer isso, mas depois pensei bem e percebi que não era capaz de dissimular tanto assim. Vejo muitas pessoas sofrendo e se destruindo por um amor desgastado, desenganado e muitas vezes, morto! Pessoas que não se conformam com o final de seu romance, que são capazes de arrastar por anos e anos um relacionamento sem confiança, sem reciprocidade, sem companheirismo, até sem tesão, relacionamentos forçados, coagidos pelas discussões, críticas e falta de compreensão...
E porque isso? Simplesmente para não assumirem o fim! Por incrível que pareça, por mais difícil que seja admitir que o brilho se apagou, que a paixão esfriou e que as expectativas cansaram de se frustrar, é muito melhor abrir mão de uma relação morta do que se autocondenar a viver numa relação que na verdade não existe mais! Existem muitas razões para que um amor acabe, falta de diálogo, medo de se entregar, desconfianças, ciúme excessivo, egoísmo exagerado, diferenças ou até uma terceira pessoa. Mas a verdade é que nunca há somente um motivo. O fato é que há sempre uma lição a ser aprendida, mesmo por aquele que está sofrendo, mesmo por aquele que não quer abrir mão do amor, independentemente de sua condição. Então, a pergunta seria: por que manter uma relação que já não traz felicidade, que transforma cada dia numa batalha, que faz com que o outro se sinta triste, decepcionado, angustiado?
Medo de começar de novo, sozinho? Medo de encarar a família, os amigos, a sociedade e a sua própria consciência? Medo da solidão, da sensação de derrota, do vazio que inunda o coração? Medo do que mais? Medos... medos, tantos medos... vamos até quando assim? Vamos deixar o medo dominar? Acabe, tire isso de seu coração, e aprenda com as lições que aquele rompimento lhe trouxe. Acima de tudo se ame mais, deixe florescer o amor próprio, recomeçe, de uma nova chance a você e ao amor, veja-se como uma pessoa merecedora de um grande amor e abra-se para uma nova oportunidade de amar! É possível acredite, mesmo que o mundo ande tão complicado...
"...a minha escola não tem personagem, na minha escola tem gente de verdade...
sem essa de que estou sozinho, somos muito mais que isso... "
"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso e ainda estou confuso
só que agora é diferente... estou tão tranqüilo e tão contente...
Mentir prá si mesmo é sempre a pior mentira...
Mas não sou mais tão criança, a ponto de saber tudo...
Já não me preocupo se eu não sei porquê às vezes o que eu vejo quase ninguém vê.
Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?"

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